É verdade sim
que eu te amo
te desejo
te sufoco
te provoco
te chamo.
Você me disse, senhorita, que eu podia entrar.
Pois então, entrei!
E nas minhas costas tem um caminhão de defeitinhos.
E nas minhas pernas vários machucados.
E nos meu pés um monte de bolhas.
Logo, fiz do meu chão,
uma profunda superfície tanto quanto instável.
Vez ou outra, cai um defeitinho no seu ombro,
a aparência dos machucados te assusta,
ou meu grito, quando a bolha estoura,
te irrita, e dá desgosto.
Vejo isso no teu rosto.
Só espero que esse meu lado torto
não faça de ti meu satélite,
que eu só observo de longe.
Espero que esse meu lado tosco,
não te aspire a tomar distância de mim.
Isso tudo, é só porque te encontrei ontem,
e ainda me é temeroso soltar-te completamente.
Talvez minha assinatura em sua corrente sanguínea,
ainda não tenha percorrido o corpo todo.
Mas saiba, minha lótus,
essa doença boba já está quase no fim.
É porque o parasita-desengano se hospedou em mim
por milhares de ventos.
Mais alguns diazinhos que eu sentir o teu alento,
essas coisas todas deixam de ser um tormento, viu?
E te deixo voar solta
livre do meu sofrimento.
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