Decido-me:
não quero falar de sacrifícios,
nem de afastar ou evitar as pedras
no caminho.
e sim, lapidá-las.
Ser artesã dos monumentos de minha vida,
lapidar com as mãos, pedras rústicas
que rodeiam minhas escolhas.
Não sacrificar, mas sim, lapidar
em forma de degraus. Bem leve.
domingo, 28 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Inércia
Quando nada faz diferença, quando o frio nunca traz novidade alguma, tudo se torna arenoso, movediço. Fica fácil deixar-se ir. Fica fácil não ser de parte alguma. Fica indolor desaparecer, pois de fato, algo já não é a muitos entardeceres. Distante do que foi brilho um dia (se é que foi mesmo!), os movimentos do que é hoje, todos os contornos e aromas e cores se tornam efêmeros comichões, lances soltos nos instantes que fazem passar o tempo... Mas, de repente turva o céu, o sol de isopor se esfarela, e esse céu rachado como chão seco confirma a existência de um ânimo pouco latente. Ou perdido em algum delírio do passado, ou nunca sequer encontrado.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Questão de sobrevivência
Que eu não esqueça de mim. Que eu não me perca em sorrisos temporários. O que quero pra mim é simples e grande... Talvez pensem que impossível. Que seja romantismo barato, imaturidade, ou até mesmo uma brincadeira de criança. Mas quero um abraço que não economize esforços, quero um abraço que seja único e sem comparações, quero um carinho que não queira outro carinho, quero um ser que ache no meu jeito, um jeito que faça brilhar o seu... E não quero menos que isso! Que eu não esqueça disso, que para mim, muito é pouco demais e que por pouco já não vale mais a pena tentar... Quero alguém que sugue minha paixão, e me deixe suga-la, quero alguém que beba de meu amor, e não finja esquecer o sabor minutos depois, quero alguém que debaixo da chuva abra asas para me confortar, quero alguém que escreva no vento o quão bela é nossa historia... E quero alguém que pareça ser tudo, ou ao menos, tente ser tudo. Pois esse alguém terá, trazido por mim, um pedacinho do céu para usar de travesseiro todos os dias!
domingo, 21 de setembro de 2008
Passando
Estamos a passar, a esquecer, a ludibriar, a desviar.. a idéia do tempo. De que ele vem e leva, e sabemos que um dia, ele acaba para nós. E assim inventamos manias, prazeres, vícios.. enfim, compromissos marcados com o pensamento, para que ele sempre desenvolva outros temas. E assim, temos lutas, sonhos, esperança, e muitas vezes procurando maneiras de evolir. Vamos descobrindo como alviar.. E somos altruístas! Vamos melhorando para os que virão, e não ficarão de fora. Ou pode-se também anestesiar-se, encontrar alguma maneira de não responsabilizar-se por esse passar. Ora pesquisadores, ora usuários, talvez no fundo um pouco dos dois, tanto faz. É certo que estamos a passar.. a passar.. a paaassssaaar o tempo.
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