Quando nada faz diferença, quando o frio nunca traz novidade alguma, tudo se torna arenoso, movediço. Fica fácil deixar-se ir. Fica fácil não ser de parte alguma. Fica indolor desaparecer, pois de fato, algo já não é a muitos entardeceres. Distante do que foi brilho um dia (se é que foi mesmo!), os movimentos do que é hoje, todos os contornos e aromas e cores se tornam efêmeros comichões, lances soltos nos instantes que fazem passar o tempo... Mas, de repente turva o céu, o sol de isopor se esfarela, e esse céu rachado como chão seco confirma a existência de um ânimo pouco latente. Ou perdido em algum delírio do passado, ou nunca sequer encontrado.
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