Deixo então, que venham a mim
todos os fragmentos do que não fui,
do que está a desejar.
Já que a voz emudeceu,
não há mais o tempo da procura,
nem o tempo da espera,
nem o tempo do diálogo,
nem o tempo da resposta...
apenas o tempo ser
e existir
no sumo da insustentável leveza do ser.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Perder
Perder algo ou alguém,
não é apenas deixar o outro ir,
mas também,
se deixar ir junto com o outro
É deixar um pedaço de si,
distante de si.
Deixar-se ir, é como que
descolar um pedaço de pele,
é ter de existir em outro espaço,
ter de se extender em outro corpo.
Deixar-se ir, é renunciar a si mesmo,
renunciando o outro
- vonluntária ou involuntarimente -
Renunciar a si, é perder-se, é morrer
um pouquinho mais,de pouquinho em pouquinho...
Renascimento? Penso que existe a construção!
Porém a morte é peso denso, profundidade longíncua.
e não há vida alguma que escape da morte,
e não há morte alguma que não possa ser vivida.
Talvez viver a morte, seja enfim,
a última esperança.
não é apenas deixar o outro ir,
mas também,
se deixar ir junto com o outro
É deixar um pedaço de si,
distante de si.
Deixar-se ir, é como que
descolar um pedaço de pele,
é ter de existir em outro espaço,
ter de se extender em outro corpo.
Deixar-se ir, é renunciar a si mesmo,
renunciando o outro
- vonluntária ou involuntarimente -
Renunciar a si, é perder-se, é morrer
um pouquinho mais,de pouquinho em pouquinho...
Renascimento? Penso que existe a construção!
Porém a morte é peso denso, profundidade longíncua.
e não há vida alguma que escape da morte,
e não há morte alguma que não possa ser vivida.
Talvez viver a morte, seja enfim,
a última esperança.
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