Preciso desabafar. Hoje me aconteceu algo lindo!!, de uma humanidade tamanha que me esquentou por dentro. Eu estava dirigindo minha moto, o sinal estava vermelho e quando eu dirigia a moto um pouco mais para frente, ela desligou (a gasolina tinha entrado na reserva). Cinco segundos após a moto desligar o sinal abriu. Me assustei claro! Ao meu lado, na calçada, descalçado estava um menino de rua (daqueles negros que pedem esmola no sinal) que observou o que acontecia comigo. Enquanto eu tentava ligar a moto, o menino me perguntou: - Peraí tia, quer que eu pare os carros? - E ficou me vigiando até que eu conseguisse ligar a moto (apenas alguns segundos). Liguei a moto, o garoto perguntou: - Deu certo? - então saí. Gente!! Que ato mais humano! Eu saí, e junto as lágrimas também escorreram. Como pode, um menino desses de rua mesmo, tentar me ajudar, ele sozinho, enquanto que todos os carros que passavam do me lado podiam fazer isso com bem menos riscos?? Que humanidade tão grande dentro de um ser, que provavelmente na maioria das vezes, não é tratado como um ser humano com o respeito merecido (que todas as pessoas merecem), que provavelmente sofre todos os tipos de preconceitos e humilhações dentro da sociedade. Ao contrário dele, os donos dos carros, dos quais muitos podem ter olhado e pensado: "Ah, mulher dirigindo moto! É isso que dá mesmo... não sabe dirigir não dirige", passavam, olhavam, e não faziam nada!, mesmo com autoridade e possibilidade de fazer alguma coisa. Esse ato me encheu por dentro, a humanidade que esse menino mostrou ter tentando me ajudar (apesar de ser esmagado pela socidade) só me fez confirmar, que qualquer que seja o rumo que minha vida tome, eu quero fazer o bem e melhorar e transformar as coisas. Pode soar piegas, mas prefiro ser assim, do que ver a vida através da janela de um carro em movimento.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Arte?
Estamos vivendo a época do ter que viver bem. Do ter dinheiro e não menos que isso. Está certo... afinal berço de ouro é raro, e parece que mãe que "é" mãe e pai que "é" pai (pelo menos os que tenho visto) ensinam como caminhar, mas não compram o lote! E a arte? O espírito de criação, o sentimento de completude (além da amada) que vem do fazer artístico, dos movimentos dançados, da voz cantada e falada, do corpo em prontidão, da capacidade de transgredir esse tempo que parece infinito e ser mais além, e mostrar a possibilidade de ser mais além. Farei o impressindível sim, mas também imprescindível é respirar arte e trocar arte por aí!
domingo, 12 de outubro de 2008
A palavra
Acho que já deu né? Não dá mais para não (o)usar a palavra. E digo isso pela bloqueio em dizer as palavras que fazem referência aos nossos preconceitos. E digo nossos porque pertencem a todos sim! "A namorada da namorada", "O namorado do namorado". A subalternação e inferiorização dos diferentes em classe, cor, sexo, sexualidade, gênero... Seria bom começar falando sobre o próprio preconceito para tentar entender de que "verdade" e "imutabilidade" das coisas se fala por aí. De fato, o que acontece é uma falta de atenção aos próprios atos e um exagero de preocupação com o outro. Cada qual é cada qual, sem verdades nem falsidades, apenas com o que eu chamo de momentos de vida. Práticas de amor e liberdade e respeito. Mas isso ainda parece ser pedir muito né??
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