sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

eu

Eu, sou atravessada pelo que vem do puro supra-sumo
de cada uma das humanidades que me interpelam diariamente.

Não quero apenas ver as cores, mas sim,
respirar os raios das cores que meus olhos assistem.

Não quero apenas beijar, mas sim,
nascer, crescer e me eternizar na
doçura onidimensional dos lábios que almejo.

Não quero só sentir,
mas ser o próprio sentimento.

Não vou viver como me disseram para ser,
mas como unicamente eu
quero e posso sentir.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

leveza insustentável

Não tem jeito!,
para poder voar,
é necessário saber cair,
saber levantar,
e aceitar o tombo.

Se entregar, é como
que correr o risco
de de repente
encontrar o vazio.
Um vazio cansado.

Amar é adimitir alguma renúncia,
mesmo que por que milésimos de segundos,
mesmo que de mentira.

- E essa dor caminha por uma nova fenda em nós a cada vez -


E tudo isso,
é para não enlouquecer,
não petrificar,
não morrer por dentro,
nem apodrecer.
E poder sempre
amar, amar e amar.

domingo, 6 de dezembro de 2009

sensível

Coragem não se vê nem toca, mas existe e constrói vida. Assim como a confiança, o medo ou a vontade.
O gás que nos faz respirar não tem cheiro, nem cor ou textura...
O preconceito e estupidez que mataram a adolescente obesa, o menino que gostava de meninos e outro que entendia mais de sensações do que de máquinas, são constituídos só de palavras. Mas o efeito é o mesmo de uma faca ou um revólver.
A sensibilidade é nossa capacidade humana de sentir: é inadmissível continuarmos agindo como se devessemos controlá-la ou programá-la. É essa atitude que nos faz enfêrmos e reféns de nossa própria medonha preguiça em acreditar na possibilidade de existência que toda forma de sentir pode ter.