quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Pensamentos e Ações

Tenho andando sem saber como escrever o que vejo, o que sinto, o que vivo. É fato que viver é ir apre(e)ndendo algumas coisas por onde andamos. Coisas do tipo olhares que cruzam, sentimentos que nos interpelam, perdas e ganhos que vão sendo coletados (quais são jogados fora?). Tenho pensando sobre profissões, sobre arte, sobre quem pode ter e quem não pode ter dinheiro... sobre minha organização diária, sobre os tons, timbres, notas e arranjos musicais que (me) tocam... qualquer movimento do meu corpo por exemplo, já é um caso a ser estudado, mas tem-se que considerar a ciência, afinal, é ela que nos torna "homens", e algumas vezes tornam as mulheres também homens da ciência.
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Pra mim, é a arte (enquanto pofissão e vida) que me leva à mais agradável estadia na terra - até que a morte nos separe - porém, boa parte do que é dito científico leva ao dinheiro, e a arte muitas vezes leva à periferia das relações sociais, que por sua vez levam também ao dinheiro.
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Precisamos construir um novo tipo de público. Será que todas as pessoas que perambulam por aí só conseguem (ou só são permitidas a isso?) assistir, escutar, participar e agir (quando agem e participam) através de um só modelo de arte? Talvez poderíamos tentar fazer com que homens, mulheres, crianças de todas as classes, raças, nações e demais orientações de vida particulares tivessem vontade de arriscar algo outro, que também ensina, que também as/os fazem movimentar-se no espaço.
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A culpa, o pecado, esses certo e errado devem ser urgentemente reavaliados! Pena que essa é uma idéia de poucos, pois muitos satisfeitos estão em continuar o modo "global", "organizado", "civilizado" e "saudável" de ser. Talvez seja mais fácil olhar para uma só parte do universo né?