domingo, 13 de junho de 2010

se você não venta, vento eu

O que é isso que me dá?
tão forte que me ponho a transbordar
exalar
respirar
diluir
ventar a vida.
Quanta beleza!
Que força tem essa imensidão diante de meus olhos!
Não quero nunca cegar-me para o remelexo macio do mar,
nem para a inexplicável radiante beleza das montanhas.
Não quero jamais turvar meus olhos
para a estonteante magnitude de tudo que a natureza é.
Esse marzão infindo está banhado de perguntas minhas...
e saudosas lembranças a todo momento vivas.
E na montanha e no mar tem um mundo de pedaços meus,
alegrias
dores
vida de poesia.
(Que fique claro: sou uma pessoa que tem sanidade!)
É que a minha ventania conversa com as águas do mar, com as montanhas
e com todo verde que tenho pra olhar.
E se me perguntarem que loucura é essa
de uma pessoas ventar a vida, respondo sem titubear:
diante da incompreensão de Deus,
da incompreensão do amor, da vida e da morte,
o meu incompreensível eu
pode tudo inventar, até mesmo
inventar que venta sob o luar.

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