domingo, 26 de julho de 2009
Poema brega para um dia sem expectativas
Deixa eu te olhar um pouco? Hoje o dia calado está, e talvez teu brilho de existir possa batucar meus segundos. Somente olhar-te sem mais quereres. É porque tua forma corpo enche o meu peito de mar. Suas ondulações de vai e vem quando quebram, seja em rocha dura ou na imensidão do azul aquoso, me fazem ver que tudo permanece, como teu rosto no meu olho, que vai direito em minha comoção. Me comove ouvir teu sussurrar baixinho, cantarolando essa melodia meio doce meio arco-íris que faz ondas de calor em meu entardecer. Enquanto isso, o céu vai mudando de cor,eu te olho ainda sem saber se posso, e aquela dorzinha à toa vai se embalando no vai e vem do meu furor e se dissolve toda no saculejar que estes meus olhos permitem-me sentir, e esta minha pele permite-me ouvir, e com os ouvidos posso ver, e com o nariz saboreio. E quem sabe, depois de tanto olhar-te, você queira saber de quem são estes olhos que te refletem no mar.
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