domingo, 26 de julho de 2009

Dedos de poesia

Em dois dedos de prosa,
cabe tudo quanto é folia.
Folia de dentro, aquela que vem
Do supra-sumo que faz vibrar a vida.

Para a poesia, basta a vida,
para a vida, basta nascer.
Não precisa rima, forma nem diploma,
a poesia vem de perto.
Ela pulsa nas veias da mulher do homem da criança do velho da preta do negão do viado da sapatão do... da....
não pára de nascer a cada instante de vida,
um pedaço de poesia.

Em dois dedos de prosa, mais de vinte dedos de alegria
tesão, tristeza, horror, atitude...
A poesia existe em cada poro que transpira a vida,
em cada pêlo que arrepia a alma.
Sol, lua, brisa, boemia
tudo cabe na folia do coração.
Basta se dar à vida.
E melhor ainda,
se for no embalo de uma canção.

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