quarta-feira, 11 de novembro de 2009

maré alta













Existe um mar dentro de mim.
Por vezes, vai escurecendo,
a maré fica alta,
e nós transbordamos
- o mar e eu -
muitas vezes, também chove,
vira tempestade de ondas gigantes.
Daí em diante, a visão turva,
e já não sei mais se sou
o mar ou um barquinho tentanto velejar.
O céu desaba em infinitas gotas,
que desaguam no mar,
que desagua no barco,
e dessa confusão de águas turbulentas...
desaba eu.
Depois, é torcer.
para que os olhos abram logo,
quando o sol esquentar o corpo,
e junto dele,
o coração.

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