Eram elas tão secas de sorrisos,
Tão ansiosas por aquele abraço.
Pois, elas tinham muito amor,
E ao mesmo tempo
Um temor do fim.
Nunca entendi o porquê de nossos braços se desencontrarem tanto.
Afinal, o sentimento sempre foi recíproco.
Mas algo enraizado na pele de nossas histórias (ou seria na alma?)
Impedia que nos aconchegássemos.
Dado isto, temos agora uma dor,
Um lugar de incompreensão,
Letargia, pasmaceira, às vezes raiva.
É, as coisas vão indo...
(...)
Acontece um dia d’a gente perecer,
E o abraço que nunca mais floreceu
Murchar até sumir.
É...
Isso sim, seria de enlouquecer.
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